Uma breve reflexão sobre a luz e a iluminação do ponto de vista grego, hindu e budista.

buda

Partindo das afirmações de Rodney sobre as más interpretações das 4 verdades absolutas de Buda, vem a questão do que é de fato a iluminação. O que Buda ensina é filosofia, o caminho, que cada um deve seguir por si só. Mas esta filosofia de vida, do modo de pensar o mundo e a si próprio são a iluminação? O que é a luz?

No mundo grego, assim como no das pessoas que falam português a questão da luz está muito presente, uma vez que estes mundos têm para o verbo ver o referencial dos olhos e da mente. “Agora sim está claro”. “Agora eu posso ver”. Estas são frases dcaverna-de-plataoe conotação ambíguas que traduzem tanto uma situação que se refere aos olhos ou a uma nova idéia que seja. Platão mostra muito bem isso em sua alegoria da Caverna, que quanto mais à luz se chega, ou seja, fora da caverna, mais se é “sábio”, mais se chega a ser filósofo.

Porém, na Índia, país de origem de Sidarta, Gautama, Buda teria a mesma conotação? Para isso, não saberia a resposta. Talvez sim ou talvez não. Mas o ponto que gostaria de seguir é esta que os hindus têm a luz como algo que nos mostra as cores das coisas, como também diz Platão na República, ela é o terceiro elemento depois do objeto e o próprio olho. Estas cores, para os hindus, como é dito no Bhagavad Gita, são as cores do mundo material que confundem a mente, a iludindo que este mundo é real ou que seja ou o único dos mundos, o mundo material. Ou seja, cá a luz não é um bem.

Todavia, de acordo com as afirmações de Rodney, a “luz” de Buda, mesmo que o próprio Buda não faça esta analogia, é como se fosse a luz do nascer da vida. Por exemplo: quando a mulher dá a luz a uma menina ou menino. O indivíduo que está na barriga da mãe só conhece a obscuridade e, quando de fato nasce, conhece a luz. Deste modo, a luz é o encontro do ser nascente ao mundo. Ser este que não possui consigo juízos e experimenta tudo com o vislumbrar da primeira vez. Pois, estes que fazem do mundo sua medida, pensam que o mundo é nascente para eles e não o contrário, que é o mais plausível, uma vez que nascemos e o mundo já está aqui. Ademais, os seres, como seres temporais, carregam hábitos e vícios por osmose da sociedade ou mesmo inércia, pois vivem em sociedade. Sendo, desta maneira, um ser carregado de juízos da sociedade. Mas o que Buda pensa sobre isso?

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Buda pensa do ponto de vista individual, como mostra Rodney quando fala do Caminho Óctuplo.

Linguagem Apropriada, Pensamento Apropriado, Compreensão Apropriada, etc.” Rodney

Ou seja, não se trata de seguir a moral da sociedade ou do que uma maioria diz. Mas seguir o que o indivíduo entende por isto, do que entende por si. Afinal, Buda mesmo diz para não seguir o que o outro fala, nem o que ele fala, mas, sim, o que nós falamos (pensamos). Nós nascemos sozinhos das barrigas de nossas mães e a iluminação, ao que parece, é poder ter esse nascimento de novo para o mundo. Pois, antes da humanidade não existia moral, juízos etc. Buda nos encaminha ao equilíbrio e ao como viver nossas vidas sem um peso que penderia nossa balança em desequilíbrio. Assim, nos renovamos a cada luz, a cada iluminação. Vivemos o mundo e não o mundo a nós.

Paulo Übermensch

Um comentário em “Uma breve reflexão sobre a luz e a iluminação do ponto de vista grego, hindu e budista.

  1. […] são mero jogo de palavras. Pois, só se passa pelo caminho que se vê. Assim como retratado em outro texto sobre luz e iluminação como quando Jesus e Buddha dizem: ‘Eu sou a luz. Eu sou o caminho’. Aqui uma frase […]

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