Co-Interacionismo – O Desafio Em Correlacionar As Teorias de Piaget, Vygotsky & Wallon.

Introdução.

No binômio professor/aluno ambos os termos correlacionam-se às categorias ensino/aprendizagem. Enquanto a Ciência da Educação ocupa-se com a dimensão do ensino, a Psicologia se ocupa com a aprendizagem, e, o faz elaborando teorias que visem dar conta desta categoria explicitando quais os mecanismos envolvidos no âmbito psíquico, intelectivo e emocional dos alunos e criando metodologias equivalentes que possibilitem ao professor uma melhor execução de sua função docente. Neste contexto três teóricos são extremamente importantes e destacam-se pelas contribuições marcantes mesmo para além dos campos de pesquisa aos quais se dedicavam, sobretudo, na área da educação: Jean Piaget (1896-1980); Henri Wallon (1895-1962) e Lev Semionovitch Vygotsky (1896-1934). Em caráter avaliação à Disciplina Didática e Metodologia do Ensino1º Semestre de 2011 – sob a responsabi

lidade do professor doutor Ronaldo Negrão, elaboramos este breve escrito no qual intentamos lançar um rápido olhar sobre as teorias de aprendizagem – dos autores supra – e em pensar na possibilidade em correlacioná-las num tudo coerentemente ordenado.

1-Jean Piaget (1896-1980).

            Piaget destaca-se por suas pesquisas no campo da biologia e da psicologia, por meio de seu vasto domínio destas ciências foi capaz de elaborar uma síntese cuja teoria chama-se psicogênese – algo como: origem da psique, da alma, da mente humana – partindo do modelo oferecido pelas ciências biológicas Piaget propõe que o homem, enquanto organismo vem ao mundo dotado de uma pré-formação com a qual responde a estímulos externos, esta pré-formação são seus reflexos – relativos aos cinco sentidos – os reflexos têm como sede sua estrutura neurológica, cada reação aos estímulos que recebe do meio em que está inserido altera, em certo aspecto, esta estrutura. Os reflexos constituem a herança biológica do homem e são demasiadamente importantes na atuação deste no sentido de apropriar-se da herança cultural da espécie.

A construção da psique inicia-se a partir da formação intra-uterina e, portanto, cabe considerar que um indivíduo ao iniciar a carreira escolar já carregue em si percepções, informações e experiências que formam o que Piaget chamou de esquemas de ação. Estes esquemas servem de referência para quando no processo de aprendizagem o aluno for exposto a novas informações. Sua pré-formação, conforme a configuração destes esquemas de ação, responderá de um ou de outro modo à informação apresentada, se a informação for igual ou análoga a outras já existentes na pré-formação o aluno não terá dificuldades em acomodá-la em seus esquemas de ação, mas, se ela for diferente, ele terá uma sensação de desequilíbrio até que ela seja assimilada e passe a constituir-se como elemento de sua formação. Estes processos são chamados por Piaget de assimilação e acomodação, e, correspondem aos processos externos e internos do movimento de aprendizagem, ou seja, na assimilação a experiência é incorporada às estruturas dedutivas, enquanto na acomodação estas estruturas são postas sobre os dados da experiência.

Piaget propõe ainda que o desenvolvimento mental ocorra em quatro grandes fases, ou estágios: (1º) estágio sensório-motor (de nascimento aos dois anos), cujo último período se inicia o processo de aquisição da linguagem; (2º) estágio pré-operatório (dos dois aos sete anos), onde se dá o uso exacerbado da imaginação e a laboração simbólica em relação à linguagem; (3º) estágio operatório concreto (dos sete aos doze anos), onde a criança estabelece relações entre objetos que mantêm certa analogia, por exemplo, catalogando-os e, por fim o (4º) estágio operatório formal (inicia-se por volta dos doze anos), neste estágio a criança manifesta a capacidade do pensamento formal abstrato, ou seja, ela consegue ultrapassar o âmbito do raciocínio ancorado na presença de objetos palpáveis. Além destes elementos a teoria de Piaget ainda comporta uma explicação acerca do desenvolvimento da moralidade, que tem intima relação com estes estágios, sendo operada através de três períodos: (1º) anomia, a ausência de normas de conduta: (2º) heteronomia, a necessidade de uma imposição de normas cuja instância é externa ao indivíduo e (3º) a autonomia, onde o próprio indivíduo elabora suas normas de conduta.

2- Henri Wallon (1895-1962).

            Henri Wallon elaborou sua proposta teórica – Psicogenética – tendo como base epistemológica o materialismo histórico dialético – de acordo com o modelo originalmente proposto por Karl Marx (1818-1883) no Manifesto do Partido Comunista (1848) – nesta perspectiva toda construção da psique só ocorre por meio da relação entre os homens no âmbito da vida coletiva, noutras palavras, o processo de humanização é resultado de um movimento de interação entre subjetividades diferentes que se constroem na aproximação mútua de conhecimentos intersubjetivamente constatáveis, e, cuja apropriação torna-os conteúdos de sua vida intra-subjetiva.

Nesta relação Wallon aponta na constituição

Henri Wallon

biológica, orgânica do homem, como um processo de interação entre os sistemas cortical e o sistema muscular, quando na apropriação de novos saberes influem-se mutuamente com base na tonicidade – a atividade elétrica da musculatura – específica de cada sistema, ou seja, a exposição a situações de stress, por exemplo, produz alterações emocionais que afetam a produção de tônus cortical, que por sua vez afeta o tônus muscular, assim como o esforço muscular altera a produção de tônus muscular, que por sua vez afeta a produção de tônus cortical. O problema está em que toda esta atividade intensa produz um ruído na zona associativa do cérebro o que interfere no processo de aprendizagem, pois esta, segundo Wallon, ocorre quando o sujeito consegue, em relação aos signos, passar do estado sincrético – confuso ou indiferenciado – ao estado diferenciado. Para que isso ocorra é necessário que haja condições de acesso na memória provisóriahipocampo – para o “resgate” de informações ali armazenadas com vista à realização do processo associativo

A grande contribuição de Wallon foi destacar a importância das emoções no processo de aprendizagem e conseqüentemente a necessidade de um ambiente favorável, organizado, para sua concretização.

3- Lev Semionovitch Vygotsky (1896-1934).

Vygotsky destaca-se por sua percepção aguda acerca da importância da linguagem na construção da realidade

Vygotsky

humana no âmbito da coletividade; sua teoria tem sido denominada sócio-interacionismo, pois semelhante à concepção de Wallon busca no materialismo histórico bases para sua legitimação e atribui à relação entre herança biológica e a herança cultural a construção da consciência humana. Como se dá este fenômeno é explicado através da atividade de interação entre a subjetividade humana e a objetividade própria dos instrumentos e signos enquanto instâncias mediadoras pelo qual a comunidade dos homens numa dialética constante modifica a natureza e concomitantemente a si mesma.

Os signos constituem a linguagem e na obtenção e domínio desta o homem constrói sua humanidade, a auto-imagem, a auto-estima e o auto-respeito, e, isso em uma postura perante o mundo que se pauta na atitude deste com os conceitos, sendo que a capacidade de sistematização ou não sistematização destes caracterizam uma postura cientifica – no primeiro caso – e, portanto, não ingênua; ou, uma não cientifica – cotidiana – logo, ingênua.

Segundo Vygotsky, o indivíduo desenvolve a capacidade de sistematização dos conceitos numa relação com o coletivo, a organização do coletivo, de modo sistemático, propicia esse desenvolvimento, enquanto um coletivo não sistemático não o faz, a construção da consciência ocorre através da linguagem. Tudo isso constitui o que Vygotsky chamará de zona de desenvolvimento real – porque frisa o que o indivíduo pode realizar sozinho, em que nível de construção sua subjetividade se encontra – com base nisto o conceito de zona de desenvolvimento proximal foi elaborado, nesta zona distingue-se a relação em que o conhecimento intersubjetivo é apropriado pelo indivíduo de modo a constituir-se em conhecimento intra-subjetivo, a partir daí a linguagem é internalizada pelo individuo o que o capacita à realização autônoma de sua sistematização.

4-Breve Esboço De Síntese Entre As Teorias Da Aprendizagem.

            As teorias que tivemos a oportunidade de abordar são ricas contribuições para a Ciência da Educação, elas são excelentes auxiliares para a elaboração de uma didática e metodologia do ensino que alcancem o seu objetivo: a formação da consciência crítica e autônoma do educando com capacidade de exercício de sua cidadania na sociedade democrática.

Todavia, mesmo tendo sido elaboradas há mais de meio século seus efeitos no âmbito da educação ainda são efêmeros, e, até mesmo ambíguos, posto que, são consideradas, pelos educadores, principalmente naquilo que as diferencia, e não nos elementos que as aproximam.

A forte tendência mesmo entre os educadores é de segmentarem-se em nichos que advogam para si a herança de um ou de outro dentre este teóricos. Disto resulta que temos a escola de Piaget, a escola de Wallon e a escola de Vygotsky; cada uma considerando a si mesma, de modo exclusivo, como a melhor proposta ou a resposta ideal para o problema da construção da psique e para a elaboração de uma teoria da aprendizagem.

O que temos é uma polarização do problema, uma visada sob uma única perspectiva sobre um fenômeno que, intuímos, possui diversas perspectivas; considerar o fenômeno humano por um único ângulo é deixar de lado as múltiplas faces com as quais ele se nos apresenta. E talvez, uma teoria que consiga abarcar num todo coerentemente ordenado essas contribuições destes teóricos seja a que possa dar conta satisfatoriamente do problema que requer mais que um único olhar limitado, ainda que agudo, por seus elementos constitutivos.

As teorias tratadas apontam um caminho de elaboração para uma didática e metodologia do ensino que tem em cada autor a ênfase, mais específica, num elemento: em Piaget a formação individual com base no modelo biológico é priorizada, Wallon tem como núcleo a emoção e esta em resultado da interação como o meio, e, por fim, Vygotsky, onde a organização do coletivo é essencial para a formação do indivíduo.

Estas propostas não são excludentes, não é necessário que se escolha uma e rejeite outra, pois, consideram âmbitos, aspectos diferentes no processo de formação do sujeito.

É provável que o caminho mais seguro para uma boa didática seja aquele que considera em primeira instância a organização do coletivo, conforme a proposta de Vygotsky, que coloque de modo sistemático os conceitos com os quais o aluno há de contatar-se pela primeira vez, em que, sobretudo, o ambiente físico seja espaço de organização para que não haja tensão sobre o educando, de modo a proporcionar-lhe o exercício pleno de isegoria, ou seja, que ele possa manifestar opiniões diferentes sem ser afetado negativamente na auto-imagem. Bem, isso movimenta a preocupação com a didática para o plano em que não se considera apenas a questão intelectiva, mas, sobretudo a emotiva, conforme propõe Wallon, a possibilidade de vivências emocionais saudáveis, positivas num ambiente em que a organização é construída com o fim de um exercício da isegoria de cada educando e onde essa organização no âmbito conceitual presa por uma sistemática, se torna mais concreta, bem como as próprias condições emocionais contribuem para essa mesma organização. Por fim, nada mais resta senão laborar a construção individual sob a perspectiva de Piagetprias condiçs concreta, bem como as prsa organizaçpropoe m. aboraçonsiga abarcar num todo corentemente ordenado as contribuiç tendo lançado as bases organizacionais e emotivas o ambiente é propício a que focalizemos a relação das estruturas na obtenção de novos conhecimentos de modo que o indivíduo mova-se – no plano conceitual – de um estado de desequilíbrio à equilibração – a ação conjunta da assimilação e da acomodação – dando lugar à plena adaptação intelectual.

Conclusão.

Este itinerário visa estabelecer uma co-interação entre as diversas teorias aqui expostas, para tanto, tratamos inicialmente de cada uma delas individualmente visando distinguir suas semelhanças e dessemelhanças, os pontos em que seria possível correlacioná-las e os pontos onde isso não seria possível. Esta abordagem constitui-se no exercício de interdisciplinaridade e é importante para os problemas postos, hoje, pela Ciência da Educação, todavia, todo exercício de interdisciplinaridade deve ser levado a efeito após a sistematização prévia de duas ou mais teorias, caso contrário, a interdisciplinaridade, incorrerá no risco de parecer ter sido artificialmente engendrada, pois terá um caráter superficial sendo incapaz em alcançar seus objetivos teóricos e menos ainda seus objetivos práticos.

Faltou-nos abordar as contribuições de outro grande teórico em psicologia: Burrhus Frederic Skinner (1904-1990), cuja teoria, Behaviorismo, deu origem à ciência análise do comportamento; esta tem sido importante para a discussão na área da educação, problematizando o caráter “livre” de nossas das ações do indivíduo nas relações interpessoais e a possibilidade de modificação de seu comportamento por meio de premiações e – ou – punições. Todavia, inserção deste tópico ficará a cabo de futuras reflexões acerca das possibilidades, das esperanças e das “ilusões” do que tem sido denominado pelo epíteto co-interacionismo.


Autonomia e interação

Franklin Leopoldo e Silva

A relação entre a universidade e o seu entorno sempre foi problemática. Parte desses problemas foi ocasionada pelo perfil corporativo que tomou a organização universitária, já desde o século XII. É interessante notar, e isto evitaria muitos equívocos e discussões inúteis, que a organização corporativa aparece desde o princípio como condição da autonomia universitária. Isso é constatável historicamente desde que se atente em primeiro lugar para o fato de que a universidade surge contemporaneamente à consciência da independência do intelectual, e, em segundo lugar, desde que consideremos as condições externas que cercaram a origem da universidade. Continue lendo

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Teoria da escola dualista

Principal Obra – L´École Capitaliste (1971). C. Baudelot e R. Establet

A tese é que a escola está em dividida em duas grandes redes, as quais correspondem da sociedade capitalista em duas classes fundamentais, a burguesia e o proletariado.

“Considerando que o proletariado possui uma força autônoma e forja na pratica da luta de classes suas próprias organizações e sua própria ideologia, a escola tem por missão impedir o desenvolvimento da ideologia do proletariado e a luta revolucionaria. Para isso ela é organizada pela burguesia como um aparelho separado da produção. [...] ela qualifica o trabalho intelectual e desqualifica o trabalho manual, sujeitando o proletariado à ideologia burguesa sob um disfarce pequeno-burgues. [...] A escola é longe de ser um instrumento equalização social, é duplamente um fator de marginalização: converte os trabalhadores em marginais, não apenas por referencia à cultura burguesa, mas também em reação ao próprio movimento proletario, buscando arrancar do seio desse movimento (colocar a margem dele) todos aqueles que ingressarem no sistema de ensino.” (Saviani, 2007 p. 27-28)

Primária profissional – (PP) – Para os que constituem as classes dominadas.

Conteúdo: Dominado pelas noções adquiridas no ensino primário, sempre revistas e repetidas; ligada ao concreto.

Conteúdos culturais: Recebem a mesma cultura mas de forma degradada, empobrecida, vulgarizada – o que dá à ideologia SS o caráter dominante. Se submetam à ideologia dominante.

Secundária Superior (SS) – Reservadas para os filhos da classe dominante.

Conteúdo: São uma preparação para o ensino superior; preserva a abstração.

Conteúdos Culturais: Se consome a cultura própria da classe dominante; prepara os futuros agentes intérpretes dessa ideologia.

“O crescimento das possibilidades de escolarização de todas as classes sociais não mudou a distribuição de probabilidade para alcançar os níveis mais elevados de ensino, de acordo com as diferentes classes sociais.” (Gadotti, 2006 p. 189)

“A linguagem desempenha um papel importante na divisão e na discriminação. São os alunos das classes populares que têm maiores problemas na leitura e escrita, logo na primeira série. A escola reforça apenas a linguagem burguesa, a “norma culta”, desconsiderando as práticas lingüísticas das crianças e pobres.” (Gadotti, 2006 p. 190)

Eles não encaram a escola com o palco da luta de classes (Diferente de Althusser), assim a escola seria apenas um instrumento da burguesia na luta ideológica. A escola não é vista de forma que ela constitua num instrumento de luta do proletariado, uma vez que a ideologia proletária adquire sua forma acabada no seio das massas e organizações operárias, não se cogita em utilizar a escola como meio de difundir a referida ideologia.

Boudelot e Establet, defendem a idéia da existência de duas rede escolares:

Definição de Snyders – “Baudelot-Establet ou a luta da classe inútil”

Aparelho ideológico do estado (AIE)

Principal Obra – Aparelhos ideológicos do Estado. Louis Althusser

“Como o dizia Marx, até uma criança sabe que uma formação social que não reproduz as condições de produção ao mesmo tempo que produz, não sobreviverá nem por um ano. Portanto a condição ultima da produção é a reprodução das condições de produção” (ALTHUSSER 1985 p. 53)

Linhas mestras das propostas de Althusser Segundo J. A. Guilhon Albuquereque Não as teses do autor, mas os pressupostos fundamentais que conferem especificidade à sua concepção das relações entre ideologia e instituições.

1- Ideologia – Existência material e não nas idéias (teoria) – Estudar ideologias como conjunto de práticas materiais necessárias à reprodução das relações de produção. Tem como referencia a reprodução.

2- Relações de produção implicam divisão de trabalho, onde cada Ator deve ser reconhecido como necessário pelos atores em jogo. Questões da ideologia = Questões mecanismos ideológicos resulta no reconhecimento da necessidade da divisão do trabalho e do caráter natural do lugar determinado para cada ator social na produção.

3- Sujeição – Mecanismo pelo qual a ideologia leva o agente social a reconhecer o seu lugar. Duplo efeito:

a. O agente se reconhece como sujeito e se sujeita à um sujeito absoluto.

b. Em cada ideologia o sujeito é ocupado por entidades abstratas, Deus, a humanidade, o capital, a nação, etc. Equivalentes em todas as ideologias.

4- Sujeição = Mecanismo ideológico Básico – Não está apenas nas idéias mas existe em um conjunto de praticas, rituais situados em um conjunto de instituições concretas.Embora distintas eles possuem a unidade do efeito de sujeição sobre os agentes sociais ao seu alcance. Sua unidade, entretanto, não lhe é conferida por uma política ou por um comando unificado, mas pela ideologia dominante: São os aparelhos ideológicos do estado.

Formação social é resultado de um modo de produção dominante.

“TODA formação social para EXISTIR, ao memso tempo que produz, e para poder produzir, deve reproduzir as condições de sua produção. Ela deve portanto reproduzir:

1 – As forças produtivas

2 – As relações de produção existente” (ALTHUSSER 1985, p. 54)

“Ao contrário do que acontecia nas formações sociais escravistas e servis, está reprodução da qualificação da força de trabalho tende a dar-se não mais no local de trabalho porem, cada mais forte, fora da produção, atraves do sistema escolar capitalista ou de outras instancias e instituições” (ALTHUSSER 1985 p. 57)

O que se aprende na escola: “Uma instrução para os operarários, uma outra para os técnicos, uma terceira para os engenheiros, uma ultima para os quadros superiores, etc.” (ALTHUSSER 1985 p. 58)

  • Regras de bom corportamento – Cenveniencias civica e que devem ser observadas por todo agente da divisão do trabalho conforme o posto que ele esteja “ destinado”.
  • Regras de moral e conciencia civica e profissional = respeito a divisão social-tecnica de trabalho
  • “falar bem o idioma”, e “redigir uma carta bem”- para os futuros capitalistas e seus servidores, saber dar ordens, isto é, solução ideal, dirigir-se adequadamente aos operários.

“A reprodução de sua qualificação não exige somente uma reprodução de sua qualificação mas ao mesmo tempo uma reprodução de sua submissão às normas de ordem vigente, isto é, uma reprodução da submissao dos orperários à ideologia dominante por parte dos operários e uma reprodução da capacidade de perfeito dominio da ideologia dominante por parte dos agentes de exploração e repressão, de modo a que eles assegurem também “pela palavra” o predominio da classe dominante.” (ALTHUSSER 1985 p. 58)

Infra-estrutura e superestrutura

Infra-estrutura – “unidade” de forças produtivas e ralações de produção

Superestrutura

Juridico politica – O direito e o estado

Ideologia – As distintas ideologias, religiosa, moral, juridica, politica etc.

Os andares da superestrutura não é determinandes em ultima instancia, mas que são determinados pela eficacia da base.

“seu indice de eficacia (ou de determinação), enquanto determinado pela determianação em ultima instancia da base, é pensado pela tradição marxista sob duas formas:

1 – A existencia de uma “autonomia relativa” da superestrutura em relação a base

2- A existencia de uma “ação de retorno” da superestrutura sobre a base.

Poder do Estado – “ Toda a luta politica das classes gira em torno do estado. Entende-se: em torno da detenção [...] do poder do estado.”

Aparelho do Estado – Permanece como tal durante acontecimentos politicos que afetam a detenção do poder de estado. (Aparelho represivo)

AE – “para fazer progredir a teoria do estado é indispensavel levar em conta, não somente a distinção entre o poder de estado e aparelho de estado, mas também outra realidade, que se encontra manifestamente do lado do aparelho (repressivo) de estado, mas não se confunde com ele. Chamaremos essa realidade pelo seu conceito: Os apararelhos ideologicos de Estado.” (ALTHUSSER 1985, p. 19)

AIE – Na teoria marxista o aparelho do estado seria repressivo, o que indica que ele funciona a base de violência, pelo menos no limite.

ARE – seria único, pertence inteiramente ao serviço publico.

AIE – Seria plural, pertence ao domínio privado.

“A classe (ou a aliança de classes) no poder não faz a lei nos AIE com tanta facilidade quanto no ARE, não somente porque as antigas classes dominantes podem conservar, por muito tempo, posições de força, mas também porque as resistências das classes oprimidas podem encontrar neles o meio e a ocasião de se exprimem…” (ALTHUSSER 1985 p. 26)

Duas teses principais:

1 – Não existe pratica senão atraves de e sob uma ideologia

2 – Não existe ideologia senão atraves do sujeito e para sujeitos

Separação do poder do estado e dos aparelhos do Estado.

“as ideologias não Nascem nos AIE, mas das classes sociais a voltas com a luta de classes: de duas condições de existencia, de suas praticas, de sua experiencia de luta etc.” (ALTHUSSER 1985 p. 46-47)

“Cada grupo dispõe da ideologia que convém ao papel que ele deve preencher na sociedade de classe: pepel de explorado (a conciencia “profissional”, “moral”, “civica”, “nacional”, e apolitica totalmente “desenvolvida”.); Papel de agente da exploração (saber comandar, fazer-se abedecer “sem discussão”, ou saber manipular a demagogia da retórica dos dirigentes políticos), ou de profissionais da ideologia (saber tratar as conciencias com o respeito, ou seja, o desprezo, a chantagem, a demagogia que convêm, com as ênfases na moral, na virtude, na “transcendencia”, na naçãom no papel da frança no mundo, etc.)” (ALTHUSSER 1985, p. 80)

A dupla escola-familia substituiu o binômio igreja-familia como aparelho ideológico dominante.

Althusser levanta 3 teses:

1- Ao contrario do ARE, que é único e formalmente identico desde os primeiros estados conhecidos da antiguidade, a multiplicidade dos AIE é crescente e tende a diversificar-se por especificações.

2- Existe, em cada época, um AIE dominante

3- O AIE dominante nas formações capitalistas maduras é o AIE escolar.

Porque o AIE é dominante e como funciona:

1 – Todos os AIE concorrem para o mesmo resultado: a reprodução das relações de produção, isto é, das relações de exploração capitalista.

2 – Cada um deles concorre para esse resultado de uma maneira que lhe é propria, istó é, submetendo (sujeitando) os individuos a uma ideologia.

3 – Esse concerto é dominado por uma partitura única, a ideologia da classe dominante.

4- Recebe crianças de todas as classes em sua idade mais “vulneravel” . Saberes praticos envolvidos na ideolgia dominante (Linguagem, Calculo, Ciencia, etc.) e mesmo a ideologia dominate em estado puro (Moral, civismo, filosofia). Grande parte da ideologia se aprende fora da Escola, mas nenhum AIE dispõe de tantos anos, dessa audiencia obrigatoria – 5 dias de 7, de 4 a 8hs por dia durante alguns anos.

“O Fenômeno da marginalidade inscreve-se no próprio seio das ralações de produção capitalista que se funda na expropriação dos trabalhadores pelos capitalistas. Marginalizada é, pois, a classe trabalhadora. O AIE escolar, em lugar de instrumento de equalização social, constitui um mecanismo construído pela burguesia para garantir e perpetuar seus interesses. Se as teorias não criticas desconhecem essas determinações objetivas e imaginam que a escola possa cumprir seu papel de correção da marginalidade, isso se deve simplesmente ao dato de que aquelas teorias são ideológicas, isto é, dissimulam, para reproduzi-las, as condições de marginalidade em que vivem as camadas trabalhadoras.” (SAVIANI, Dermival. p.23-24)

Althusser não nega a luta de classes, chega até a afirmar que: “os AIE podem ser não só o alvo, mas também o local da luta de classes e por vezes de formar renhidas[1] da luta de classes”

Ao descrever o AIE escolar Althusser nos mostra que a luta de classes fica praticamente diluída, como quase nenhuma chance de êxito.


[1] Combater ou lutar; combater intensamente.

Fichamento do Livro – Escola e Democracia de Dermeval Saviani – Teorias Criticas

Livro - Escola e Democracia

Livro - Escola e Democracia

3 – As teorias crítico-reprodutivistas

Saviani nos mostra a diferença entre as escolas críticas das escolas não criticas:

“A marginalidade é vista como um problema social e a educação, estaria, por esta razão, capacitada a intervir eficazmente na sociedade, transformando-a, tornando-a melhor, corrigindo as injustiças; em suma, promovendo a equalização social. Estas teorias consideram, pois, apenas a ação da educação sobre a sociedade. Porque desconhecem as determinações sociais do fenômeno educativo, eu as denominei de “teorias não-críticas”. Inversamente, as teorias do segundo grupo – que passarei a examinar – são criticas, uma vez que postulam não ser possível compreender a educação se não a partir dos seus condicionantes.” (SAVIANI, Dermival. p.15-16)

Saviani divide a escola crítico-reprodutivista em três grupos

1. Teoria do sistema de ensino como violência simbólica

2. Teoria da escola como aparelho ideológico do estado (AIE)

3. Teoria da escola dualista

85326365191 – Teoria do sistema de ensino como violência simbólica

Principal obra – A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Pierre Bourdieu e J. C. Passeron (1975)

Segundo Saviani, no livro I : “… toda sociedade estrutura-se como um sistema de ralações de força material entre grupos[1] ou classes.” (Saviani, Dermival. p. 18)

A força material se transforma em força simbólica como encontramos no livro de Bourdieu:

“Todo poder de violência simbólica, isto é, todo poder que chega impor significações e a impô-los como legítimas, dissimulando as relações de força que estão na vasa de sua força, acrescenta sua própria força, isto é, propriamente simbólica, a essas relações de força.” (Bourdieu & Passeron, 1975, p. 19)

A violência material se traduz na violência simbólica que: “…produz e reproduz o reconhecimento da dominação e de sua legitimidade pelo desconhecimento (dissimilação) de seu caráter de violência explicita. Assim a violência material (dominação econômica) exercida pelos grupos ou classes dominantes sobre os grupos ou classes dominados corresponde a violência simbólica (dominação cultural)” (SAVIANI, Dermival, p.18)

Formas de manifestações das violências simbólicas:

· Meios de comunicação em massa

· Pregação religiosa

· Atividades artísticas e literárias

· Propaganda e moda

· Educação familiar

· Entre outras

Dentro da perspectiva geral da teoria da violência simbólica: “… busca explicitar a ação pedagógica (AP) como imposição arbitraria da cultura (também arbitraria) dos grupos ou das classes dominantes. Essa imposição, para exercer, implica necessariamente a autoridade pedagógica (AuP), isto é, um “poder arbitrário de imposição que, só pelo fato de ser desconhecido como tal, se encontra objetivamente reconhecido como autoridade legítima.”(Bourdieu & Passeron, 1975, p.27)” (SAVIANI, Dermival. p. 19)

A Marginalização para Saviani segundo essa teoria é:

Os marginalizados – Grupos ou classes dominados, marginalizados socialmente porque não possuem força material (Capital Econômico) e marginalizados culturalmente porque não possuem força simbólica (Capital cultural). E a educação, longe de ser um fator de superação da marginalidade, constitui um elemento reforçador da mesma.

“Eis a função logicamente necessária da educação. Não há outra alternativa. Toda tentativa de utilizá-la como instrumento de superação da marginalidade não é apenas uma ilusão. É a forma pela qual ela dissimula e, por isso, cumpre eficazmente a função de marginalização. Todos os esforços, ainda que oriundos dos grupos ou classes sociais dominados, reverte sempre no reforço dos interesses dominantes.” (SAVIANI, Dermival. p.21)

Snyders resumiu sua crítica a essa teoria na seguinte frase: “A luta das classes impossível”[2]

Teoria da escola como aparelho ideológico do estado (AIE)aparelhos-ideologicos-de-estado

Principal Obra – Aparelhos ideológicos do Estado. Louis Althusser (s.d.)[3]

No livro, Aparelhos ideológicos do Estado, Althusser faz a diferenciação entre aparelhos repressivos do estado e os Aparelhos Ideológicos do Estado (AIE).

Aparelhos repressivos do Estado (funcional primeiramente pela violência e secundariamente pela ideologia)

· O Governo

· A Administração

· O Exército

· A Policia

· Os tribunais

· As prisões

Aparelhos Ideológicos do Estado (funcionam primeiramente pela ideologia e secundariamente pela violência)

· AIE religiosos (O sistema das diferentes igrejas)

· AIE Escolar (Os sistemas das diferentes escolas publicas e particulares)

· AIE familiar

· AIE Jurídico

· AIE político (o sistema político de que fazem parte os diferentes partidos)

· AIE Sindical

· AIE da informação (Meios de comunicação em massa)

· AIE Cultural (letras, belas-artes, desportos etc.)

O Conceito “Aparelho Ideológico do Estado” deriva da tese segundo qual “a ideologia tem uma existência material” isto significa dizer que a ideologia existe sempre radicada em práticas materiais reguladoras por rituais materiais definidos por instituições materiais. (ALTHUSSER, L. s.d. p. 88-89)

Assim a educação apenas reproduz a relação própria do sistema capitalista, onde a grande parte da população (operários e camponeses) cumprem apenas a escolaridade básica e é introduzido no processo de produção. Outros avançam no processo de escolarização, mas acabam por interrompê-lo passando a integrar os quadros médios (o pequeno burguês). Os que consegue chegar ao topo da pirâmide escolar vão ocupar os postos próprios dos “agentes da exploração” no sistema produtivo, dos “agentes da repressão” (Nos aparelhos Repressivos do Estado) e dos “profissionais da ideologia” (nos aparelhos ideológicos do estado).

Como é vista a marginalidade nessa teoria:

“O Fenômeno da marginalidade inscreve-se no próprio seio das ralações de produção capitalista que se funda na expropriação dos trabalhadores pelos capitalistas. Marginalizada é, pois, a classe trabalhadora. O AIE escolar, em lugar de instrumento de equalização social, constitui um mecanismo construído pela burguesia para garantir e perpetuar seus interesses. Se as teorias não criticas desconhecem essas determinações objetivas e imaginam que a escola possa cumprir seu papel de correção da marginalidade, isso se deve simplesmente ao dato de que aquelas teorias são ideológicas, isto é, dissimulam, para reproduzi-las, as condições de marginalidade em que vivem as camadas trabalhadoras.” (SAVIANI, Dermival. p.23-24)

Althusser não nega a luta de classes, chega até a afirmar que: “os AIE podem ser não só o alvo, mas também o local da luta de classes e por vezes de formar renhidas[4] da luta de classes”

Ao descrever o AIE escolar Althusser nos mostra que a luta de classes fica praticamente diluída, como quase nenhuma chance de êxito.

Teoria da escola dualista

Principal Obra – L´École Capitaliste (1971). C. Baudelot e R. Establet

A tese é que a escola está em dividida em duas grandes redes, as quais correspondem da sociedade capitalista em duas classes fundamentais, a burguesia e o proletariado.

“Considerando que o proletariado possui uma força autônoma e forja na pratica da luta de classes suas próprias organizações e sua própria ideologia, a escola tem por missão impedir o desenvolvimento da ideologia do proletariado e a luta revolucionaria. Para isso ela é organizada pela burguesia como um aparelho separado da produção. [...] ela qualifica o trabalho intelectual e desqualifica o trabalho manual, sujeitando o proletariado à ideologia burguesa sob um disfarce pequeno-burgues. [...] A escola é longe de ser um instrumento equalização social, é duplamente um fator de marginalização: converte os trabalhadores em marginais, não apenas por referencia à cultura burguesa, mas também em reação ao próprio movimento proletario, buscando arrancar do seio desse movimento (colocar a margem dele) todos aqueles que ingressarem no sistema de ensino.” (Saviani, 2007 p. 27-28)

Eles não encaram a escola com o palco da luta de classes (Diferente de Althusser), assim a escola seria apenas um instrumento da burguesia na luta ideológica. A escola não é vista de forma que ela constitua num instrumento de luta do proletariado, uma vez que a ideologia proletária adquire sua forma acabada no seio das massas e organizações operárias, não se cogita em utilizar a escola como meio de difundir a referida ideologia.

Definição de Snyders – “Baudelot-Establet ou a luta da classe inútil”


[1] No livro referido, os autores tem o cuidado de utilizar sempre a expressão “grupo ou classes”, jamais se referindo apenas às classes simplesmente; o que indica que a validade da teoria não pretende se circunscrever apenas às sociedades de classes, mas se estende também às sociedades sem classes que porventura tenham existido ou venham existir.

[2] De fato, à luz da teoria da violência simbólica, a classe dominante exerce um poder de tal modo absoluto que se torna inviável qualquer reação por parte da classe dominada. A luta de classes resulta, pois, impossível.

[3] Sem data

[4] Combater ou lutar; combater intensamente.

Fichamento do Livro – Escola e Democracia de Dermeval Saviani – Teorias não Criticas

Livro - Escola e Democracia

2.1 – A pedagogia tradicional

Objetivo – Transformar os súditos em cidadão. Marginalidade = Ignorância

Papel da Escola – “antídoto à ignorância”, logo, um instrumento para equacionar o problema da marginalidade. Seu papel era difundir a instrução, transmitir o conhecimento acumulados pela humanidade e sistematização logicamente.

Professor – Papel central que transmite o conhecimento

Aluno – Aquele que cabe assimilar os conhecimentos que lhe são transmitidos.

Crise – Nem todos nela ingressam e mesmo os que ingressam nem sempre era bem sucedidos, ainda teve de curar-se ante o fato de que nem todos se ajustavam ao tipo de sociedade que se queria consolidar.

2.2 – Pedagogia nova

Objetivo – Crítica a escola tradicional; A marginalização já não propriamente, o ignorante, mas o rejeitado.

Papel da Escola – Que a anormalidade é um fenômeno normal. A educação como fator de equalização social, será um instrumento de correção da marginalidade na medida em que cumprir a função de ajustar e adaptar os indivíduos à sociedade, incutindo neles o sentimento de aceitação dos demais pelos demais.

“Lema” – “Aprender a Aprender”

Professor – O professor agiria como um estimulador e orientador da aprendizagem cuja iniciativa principal caberia aos próprios alunos.

Aluno – “Revolução Copérnica” Seria o centro do conhecimento.

Aprendizagem – Seria uma decorrência espontânea do ambiente estimulante e da relação viva que se estabeleceria entre os alunos e entre esses e o professor.

Espaços – Cada professor teria de trabalhar com pequenos grupos de alunos, sem que a relação interpessoal, essência da atividade educativa, ficaria dificultada; em um ambiente estimulante, portanto, dotado de materiais didáticos ricos, Biblioteca de classe etc.

Crise – Com os altos custos, os escolasnovistas não passaram de escolas experimentais. Seu conceito foi mais negativo do que positivo, provocando afrouxamento da disciplinas e a despreocupação com a transmissão do conhecimento.

2.3 – Escola Tecnicista

Inicio: A escola nova se tornava dominante como concepção teórica – portadora de todas as virtudes e nenhum vício, já a tradicional portadora de todos os vícios e nenhuma virtude. Assim tentou-se desenvolver uma espécie de “escola nova popular” cujo exemplos mais significativos são as pedagogias de Freinet e de Paulo Freire[1].

Professor e Aluno – posição secundária, dando ênfase a organização racional dos meios, onde o professor e o aluno se transformaram em meros executadores de um processo cuja concepção, planejamento, coordenação e controle ficavam a cargo de especialistas supostamente abilitados, neutros, objetivos e imparciais.

“Enquanto a pedagogia nova os meios são dispostos em função da relação professor aluno, estando pois a serviço dessa relação, na pedagogia tecnicistas a situação inverte-se.” (Saviani, 2007 p. 13)

O Marginalizado – Na escola tecnicista o marginalizado será o incompetente, o ineficiente o improdutivo.

A escola – A educação estará contribuindo para separar o problema da marginalidade na medida em que formar indivíduos eficientes, isto é, aptos a dar sua parcela de contribuição para o aumento da produtividade da sociedade.

A escola tecnicista entende que para o bom funcionamento do sistema se faz necessário a formação de quadros técnicos.

Inspiração – Behaviorista, positivista

Lemas das escolas

Escola Tradicional – Aprender

Escola Nova – Aprender a Aprender

Escola tecnicista – Aprender a Fazer