V COLÓQUIO SOBRE O PENSAMENTO JAPONÊS – prática meditativa e a auto-compreensão em Dogen e no Zen-budismo

Grupo de Pesquisa sobre o Pensamento Japonês

Coordenador: Prof. Dr. Zeljko Loparic

Data: 25 de setembro de 2010

Local: Auditório do Centro Winnicott de São Paulo, Rua João Ramalho, 146, Perdizes – São Paulo   

1 – PROGRAMAÇÃO PROVISÓRIA

09h00 – Inscrições



09h15 AberturaProf. Dr. Zeljko Loparic (PUC-SP, Unicamp)
09h30 – Palestra Bernard Stevens: A via do ser – o caminhar heideggeriano em direção ao Tao.
10:30 Intervalo
11:00 – Mesa redonda: Tema a determinar
Prof. Dr. Oswaldo Giacoia Jr . (Unicamp)
Dr. Marcos Lutz Müller (Unicamp)
Dr. Antonio Florentino Neto (pesquisador colaborador, Unicamp)
13h00 – Almoço
14h30 – Mesa redonda: Tema a determinar
Prof. Dr. Cassiano Sydow Quilici (PUC-SP, Unicamp)
Prof. Dr. José Carlos Michelazzo (SBF)
Prof. Dr. Zeljko Loparic (PUC-SP, Unicamp)
16h30 – Lançamento de livros
2 - PERFIL DOS PARTICIPANTES
Prof. Dr. Bernard StevensMestre e doutor em Filosofia pela Université Catholique de Louvain, professor na mesma universidade, especialista em Escola de Kyoto.
Prof. Dr. Oswaldo Giacoia Junior
Mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1983), doutor (1988), com pós-doutorado (1994) pela Freie Universität Berlin (1988), e pela Universidade de Viena (1998). Atualmente é professor da Universidade Estadual de Campinas
Prof. Dr. José Carlos Michelazzo
Mestre em Filosofia pela PUC de São Paulo. Doutor em Filosofia pela UNICAMP. Autor do livro: "Do um como princípio ao dois como unidade – Heidegger e a reconstrução ontológica do real". Membro da Sociedade Brasileira de Fenomenologia.
Prof. Dr. Marcos Lutz Müller
Graduado em filosofia e direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1965) e doutor em filosofia pela Universidade de Heidelberg (1975). Desenvolve pesquisas sobre idealismo alemão (Hegel) e folosofia política (Marx). Atualmente é professor adjunto a Unicamp.
Dr. Antonio Florentino Neto
Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos e doutor em Filosofia pela Freie Universität Berlin com a tese “A Recepção do Pensamento Chinês na Filosofia Alemã”. Pós-doutorado pela Universidade Federal de Uberlandia. Atualmente é Pesquisador Colaborador da Unicamp com bolsa do CNPq.
Prof. Dr.  Cassiano Sydow Quilici Graduado (1981), Mestre (1992) em Ciência Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2002). É professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de artes, com ênfase em teatro, principalmente teatro moderno, rito e Antonin Artaud.
Prof. Dr. Zeljko Loparic
Mestre em Filosofia pela Université Catholique de Louvain (1965), doutor pela mesma universidade (1982), com pós-doutorado pela Universität Konstanz (1987). Atualmente é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas.
Valor das inscrições:
Profissionais: R$ 80,00
Estudantes: R$ 60,00
Afiliados à SBPW: R$ 40,00
09h15 AberturaProf. Dr. Zeljko Loparic (PUC-SP, Unicamp) 09h30 – Palestra Bernard Stevens: A via do ser – o caminhar heideggeriano em direção ao Tao.10:30 Intervalo11:00 – Mesa redonda: Tema a determinarProf. Dr. Oswaldo Giacoia Jr . (Unicamp)Dr. Marcos Lutz Müller (Unicamp)Dr. Antonio Florentino Neto (pesquisador colaborador, Unicamp) 13h00 – Almoço 14h30 – Mesa redonda: Tema a determinarProf. Dr. Cassiano Sydow Quilici (PUC-SP, Unicamp)Prof. Dr. José Carlos Michelazzo (SBF)Prof. Dr. Zeljko Loparic (PUC-SP, Unicamp) 16h30 – Lançamento de livros  2 - PERFIL DOS PARTICIPANTESProf. Dr. Bernard StevensMestre e doutor em Filosofia pela Université Catholique de Louvain, professor na mesma universidade, especialista em Escola de Kyoto. Prof. Dr. Oswaldo Giacoia Junior Mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1983), doutor (1988), com pós-doutorado (1994) pela Freie Universität Berlin (1988), e pela Universidade de Viena (1998). Atualmente é professor da Universidade Estadual de Campinas Prof. Dr. José Carlos MichelazzoMestre em Filosofia pela PUC de São Paulo. Doutor em Filosofia pela UNICAMP. Autor do livro: "Do um como princípio ao dois como unidade – Heidegger e a reconstrução ontológica do real". Membro da Sociedade Brasileira de Fenomenologia.Prof. Dr. Marcos Lutz Müller Graduado em filosofia e direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1965) e doutor em filosofia pela Universidade de Heidelberg (1975). Desenvolve pesquisas sobre idealismo alemão (Hegel) e folosofia política (Marx). Atualmente é professor adjunto a Unicamp.Dr. Antonio Florentino NetoMestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos e doutor em Filosofia pela Freie Universität Berlin com a tese “A Recepção do Pensamento Chinês na Filosofia Alemã”. Pós-doutorado pela Universidade Federal de Uberlandia. Atualmente é Pesquisador Colaborador da Unicamp com bolsa do CNPq.Prof. Dr.  Cassiano Sydow Quilici Graduado (1981), Mestre (1992) em Ciência Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2002). É professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de artes, com ênfase em teatro, principalmente teatro moderno, rito e Antonin Artaud.Prof. Dr. Zeljko Loparic Mestre em Filosofia pela Université Catholique de Louvain (1965), doutor pela mesma universidade (1982), com pós-doutorado pela Universität Konstanz (1987). Atualmente é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas.Valor das inscrições:Profissionais: R$ 80,00Estudantes: R$ 60,00 Afiliados à SBPW: R$ 40,00
 
Publicado em: às setembro 17, 2010 em 3:28 pm  Deixe um comentário  
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Conto Zen – A morte da xícara de chá

Era uma vez um grande mestre do Zen, uma escola de ensinamentos do Buda que tem uma maneira muito realista de encarar as coisas da vida. Esse grande mestre chamava-se Ikkyu. Desde pequeno mostrava grande inteligência e sempre encontrava uma maneira de resolver seus problemas.

Um dia, o menino estava brincando e deixou cair uma xícara de chá, que foi ao chão e se despedaçou. Acontece que a xícara pertencia ao mestre de Ikkyu. Era muito antiga e preciosa, e o mestre do menino a estimava muito. Preocupado com o acidente, Ikkyu ouviu o mestre chegar e, muito depressa, escondeu os pedaços da xícara atrás das costas. Quando o mestre apareceu, Ikkyu perguntou:

– Por que as pessoas morrem?

– É algo natural — respondeu o mestre. — Tudo tem um tempo de vida e depois morre.

Depois dessas palavras do mestre, Ikkyu lhe mostrou os pedaços da xícara quebrada.

Este conto faz parte do livro de coletânea Contos Budistas, recontados por Sherab Chödzin e Alexandra Kohn,  ilustrados por Marie Cameron, editado no Brasil pela Editora Martins Fontes, tradução de Monica Stahel, São Paulo, 2003

retirado do blog para ser zen

Publicado em: às janeiro 30, 2010 em 2:37 pm  Deixe um comentário  
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Zen – O sabor do zen

Minagawa Shunzaemon, célebre poeta muito apegado à rima e adepto do zen, ouviu falar num famoso mestre zen, Ikkyu, chefe do templo de Daitoku-ji, situado na região dos campos violeta. Desejando tornar-se seu discípulo, foi visitá-lo. À entrada do templo, entabularam o diálogo.
Ikkyu perguntou:
- Quem és tu?
- Um budista – respondeu Minagawa
- De onde vens?
- Da vossa província…
- Ah!… E que tem acontecido ali nos últimos dias?
- Os corvos crocitam, os pardais chilream.
- E onde crês estar agora?
- Nos campos violeta.
- Por quê?
- As flores, essas glórias da manhã… o áster, o crisântemo, o açafrão…
- E quando murcham?
- É Myiagino (campo decantado pela beleza das flores de outono)
- Que acontece nesses campos?
- Ali flui o rio, varrido pelo vento.
Estupefato ao ouvir tais palavras, que tinham o sabor do zen, Ikkyu levou-o para seu quarto e ofereceu-lhe chá. Em seguida compôs, de improviso, os seguintes versos:

” Um prato delicado eu quisera te dar,
Mas ai de mim, o zen nada pode ofertar…”

Respondeu o visitante:

” O espírito que só pode oferecer-me o nada
é o vazio original
Iguaria delicada entre as mais “

Profundamente comovido, o mestre concluiu:
- Meu filho, aprendeste muito !!!

Texto retirado de http://contos-zen.blogspot.com/

Publicado em: às dezembro 9, 2009 em 10:41 pm  Deixe um comentário  
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Conto – A prisão dos conceitos – Beleza e Feiúra

Sidarta tinha um discípulo leigo, um guerreiro chamado Manjushri, conhecido como alguém muito esperto que pregava peças. Entre os alunos queridos de Manjushri estava um monge muito diligente e respeitado, bem conhecido por sua “meditação da feiúra”, método prescrito — entre muitos outros — para aqueles que são guiados pelo desejo, que têm muita paixão. Isso envolve imaginar todos os seres humanos como sendo feitos de veias, cartilagem, intestinos e tal.

Manjushri decidiu testar o diligente monge usando seus poderes sobrenaturais. Ele se transformou em uma bela ninfa e apareceu para seduzí-lo.

Por algum tempo, o bom monge permaneceu incorruptível, sem mover nem um músculo. Mas Manjushri provou ser esmagadoramente sedutor, e o monge começou a cair no feitiço. Ele estava surpreso porque, durante muitos anos de meditação, resistiu com sucesso às mulheres mais bonitas de sua terra.

Chocado e desapontado consigo, o monge fugiu. Mas a ninfa o perseguiu, até que o exausto monge caiu no chão.

Assim que a mulher sedutora ia chegando, ele pensou: “É isso, essa bela garota agora vai me abraçar”. Fechou os olhos com força e esperou, mas nada aconteceu. Quando finalmente abriu os olhos, a ninfa havia se desfeito em pedaços e Manjushri apareceu, dando risada.

“Pensar que alguém é bonito é um conceito”, ele disse. “Se apegar a esse conceito te confina, te amarra em um nó e te aprisiona. Mas pensar que alguém é feio, isso também é um conceito, e isso também vai te amarrar”.

Dzongsar Khyentse Rinpoche (1961 ~)
“What Makes You Not a Buddhist”

Publicado em: às novembro 24, 2009 em 8:52 am  Deixe um comentário  
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Conto Zen – A bicicleta

Um mestre Zen viu cinco dos seus pequenos discípulos voltando das compras, pedalando suas bicicletas.
Quando eles chegaram ao monastério e largaram suas bicicletas, o mestre perguntou aos estudantes:

“Por que vocês andam com suas bicicletas?”

O primeiro discípulo disse:

“A bicicleta carrega, para mim, os sacos de batata. Estou feliz por não ter de carregá-los em minhas costas!”

O mestre elogiou o primeiro aluno:

“Você é um rapaz muito inteligente! Quando você crescer você não andará curvo como eu ando.”

O segundo discípulo disse:

“Eu adoro ver as árvores e os campos por onde passo!”

O mestre elogiou o segundo discípulo:

“Seus olhos estão abertos e você enxergará o mundo.”

O terceiro discípulo disse:

“Quando eu pedalo minha bicicleta eu fico feliz e cheio de “mio rengue quio” (energia).

O mestre louvou o terceiro estudante:

“Sua mente se expandirá com a suavidade de uma roda novamente centrada.”

O quarto discípulo falou:

“Pedalando minha bicicleta eu vivo em harmonia com todas os seres sencientes.”

O mestre ficou feliz e disse ao quarto estudante:

“Você pedala no caminho dourado da bondade.”

O quinto aluno disse:

“Eu pedalo minha bicicleta por pedalar”.

O mestre sentou-se aos pés do quinto estudante e disse:

“Sou seu discípulo.”

Postado por Jeane Dal Bo.
http://bossazen.blogspot.com/

Publicado em: às novembro 24, 2009 em 8:44 am  Deixe um comentário  
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Conto Zen – A atenção à realidade

Certa vez um Mestre mandou que chamassem determinado discípulo, que se encontrava recluso em sua cabana, nos arredores de um mosteiro Zen.
Este discípulo já estava com este Mestre há anos, treinando sob sua direção.
Como o Mestre tinha muitos discípulos, era difícil de se conseguir uma entrevista particular com ele.
O discípulo achou inusitado o fato do Mestre estar chamando-o para uma conversa. Começou a ficar excitado, pensando: “o que será que o Mestre deseja de mim?”, “será que ele vai me perguntar alguma coisa sobre o Dharma, para me testar?”, “será que ele deseja me atribuir algum cargo ou tarefa?”.
Com a mente repleta de pensamentos, pôs-se o monge a andar. Como estava chovendo, levou seu guarda-chuva. Ao chegar à casa do Mestre, ele fechou o guarda-chuva, colocou-o a um canto. Pôs suas sandálias molhadas do lado do guarda-chuva. Na frente do Mestre, fez as mesuras que mandam a etiqueta monástica e sentou-se.
O Mestre então foi logo perguntando:
- Quando você entrou aqui, de que lado do guarda-chuva você deixou suas sandálias?
O monge discípulo não conseguiu se lembrar com certeza… O Mestre então declarou:
- Volte para sua cabana e medite!
Desta maneira, o Mestre quis dizer que meditação e vida cotidiana são uma única realidade. Não podemos separar a nossa vida diária do ato de atenção com que devemos fazer todas as coisas. O discípulo estava separando, e vendo que ainda não estava preparado o suficiente o Mestre recomendou que ele voltasse para sua cabana e meditasse mais. A prática budista é no dia-a-dia.
Publicado em: às outubro 25, 2009 em 4:54 pm  Deixe um comentário  
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Conto Zen – O monge e o padeiro

(Monge Ryôtan Tokuda, originalmente publicado no Bodisatva).

Havia uma padaria em frente a um templo budista. O monge do templo precisou viajar e pediu que o dono da padaria cuidasse do templo e atendesse às visitas. Ocorre que chegou um monge viajante à aldeia.

Antigamente, os monges viajavam, numa espécie de treinamento monástico, visitando outros monges, mestres e mosteiros. Desafiavam os mais fortes no Dharma e mantinham-se treinando. O recém chegado também praticava assim. Nessas ´batalhas do Dharma´, com perguntas e respostas, quem perdia era obrigado a deixar o templo; quem ganhava podia ficar como responsável. Uma batalha do Dharma era algo muito sério. Não era uma batalha de luta, mas de conhecimento, de experiências, de linguagem.

O monge visitante estava chegando e o dono da padaria, preocupadíssimo, ouvia a sugestão do chefe da aldeia: “Raspe a cabeça, coloque o manto e apenas sente-se diante da parede como se estivesse meditando. Faça como se estivesse em treinamento de silêncio, nada fale, nem escute e nem responda”.

O dono da padaria se animou: “Ah, é fácil, isso eu posso fazer.” Raspou a cabeça, colocou o manto e sentou-se voltado para a parede.

Nisso chegou o monge visitante e começou a fazer perguntas sobre o Dharma. O dono da padaria assumiu um tom grave e fez “Shhh”. O monge entendeu, “Ah, ele está fazendo muitos dias de treinamento em silêncio, mas já que estou aqui depois de tão longa caminhada nas montanhas, vou aproveitar e perguntar com gestos, assim ele também pode responder com gestos, sem quebrar o voto de silêncio”.

Gesticulando, o monge perguntou, “como é o seu coração, seu espírito?” O dono da padaria respondeu com um grande gesto para as dez direções, ou seja, os quatro pontos cardeais, os quatro pontos médios entre eles, para cima e para baixo: “meu coração é como o oceano”.

Veio a segunda pergunta, “como viver neste mundo?”, e o dono da padaria mostrou os cinco dedos da mão, os cinco preceitos: não matar, não roubar, não cometer adultério, não conduzir os outros a erros, não usar intoxicantes. O monge sentiu-se tocado, “ah!, que bonito!” E mostrou três dedos da mão, perguntando, “onde estão as três jóias, o Buddha, o Dharma, a Sangha?” Ao que o dono da padaria respondeu com o punho, “não procure longe, está aqui muito perto, perto do olho, está aqui.”

Impressionado, o monge viajante foi embora.

Vendo isso, o chefe da aldeia correu até o padeiro, “o que aconteceu? Ele foi embora muito impressionado, me conte!” E o dono da padaria explicou, “aquele monge é muito estúpido. Primeiro, fez um gesto com as mãos, perguntando quanto custava o pão, se o pão da loja era muito pequeno, e eu abri bem os braços, mostrando que meu pão é bem grande. Ele perguntou quanto custam dez pães e eu mostrei-lhe cinco dedos, dizendo cinco moedas, mas ele me mostrou três dedos, pedindo que vendesse por três, e eu pensei, que sem vergonha, e por pouco não lhe acertei um soco no olho!”

Publicado em: às outubro 25, 2009 em 3:11 am  Deixe um comentário  
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Mestre Shinran – a fé, misericórdia e o paraíso.

shinran

Shinran e Doguen coincidiram , no século XIII, na crença de que a salvação do mundo era impossível sem a própria salvação, e que esta era a que salvaria o mundo inteiro.

O mestre Shinran insistiu na fé absoluta em Amida, a encarnação da misericórdia budista. “Somente a fé no salvará – nos diz – uma vez que é impossível adivinhar a intenção de Amida, pois se encontra além do nosso entendimento. O bem, o mal, a verdade, a falsidade etc., são conceitos que nos impedem de entrar diretamente na fé. Abandoná-los nos fará chegar a ter um contato direto com Amida. ” Trascrevemos um parágrafo de uma de suas obras:

Se uma pessoa boa vai para o paraíso, como não pode ir para ali uma pessoa má? Comumente se diz o contrário: se uma pessoa má vai para o paraíso, como não pode ir uma pessoa boa? Mas isso não é justo, embora pareça. Uma pessoa bora, ao cerr em si mesma, não tem fé em Amida; entretanto, uma pessoa que já não crê em si mesma, mas somente na miserciórdia de Amida, é a que pode ir ao verdadeiro paraíso. Nós somos todos incapazes de nos salvar, qualquer que seja o ato que façamos p ele não nos salvará. Somos tão miseráveis que Amida tem compaixão de nós. Amida quer salvar especialmente os maus, por isso digo: se uma pessoa boa vai para o paraíso, como não poderá ir uma pessoa má? SHINRAN, Tanni-sho ( Tanny-sho é o florilégio do mestre Shinran, compilado por um de seus discípulos, Yuien, no século XIII).

OSHIMA, Hitoshi. O pensamento japonês. Editora escuta. 1992. p. 43-4

Publicado em: às outubro 5, 2009 em 1:49 pm  Deixe um comentário  
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Religião e Filosofia – “Life of Buddha” – Uma religião sem Deus

Em inglês e sem legenda

ou aqui.

Daisetz Suzuki – O processo científico e a metafísica

Suzuki D. 01

Daisetz Suzuki (1870) propôs que passássemos finalmente da atitude convencional para a “metafísica”. Ele descreve:

O método científico no estudo da realidade é ver um objeto do ponto de vista objetivo. Por exemplo: uma flor em cima da mesa à nossa frente, pode ser objeto de estudo científico. Os cientistas a submeterão a todo tipo de análises: botânica, química, física, etc. – e nos dirão tudo o que descobriram sobre a flor do ponto de vista de seus respectivos ângulos de estudo; dirão que o estudo da flor foi exaustivo e que nada mais há a dizer sobre ela, a não ser que, por acaso, seja descoberto algo novo no decorrer de muitas análises.

Portanto, a principal característica que distingue a abordagem científica é a descrição do objeto, é discorrer sobre ele, é analisá-lo sob vários ângulos. Mas ainda permanece a questão: ‘Será que o objeto todo foi de fato apreendido nessa rede?’ E eu diria decididamente que não, porque o objeto que pensamos ter apreendido nada mais é do que a soma de suas abstrações, e não o objeto em si mesmo…

O processo científico mata o objeto, assassina-o e, ao dissecar o cadáver e juntar as partes outra vez, tenta reproduzir o corpo vivo original, e esse efeito é impossível.

BERENDT, Joachim-Ernst. Nada Brahma, A música e o universo da consciência. Editora Cultrix. pp. 244-5

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