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Teoria da escola dualista

Principal Obra – L´École Capitaliste (1971). C. Baudelot e R. Establet

A tese é que a escola está em dividida em duas grandes redes, as quais correspondem da sociedade capitalista em duas classes fundamentais, a burguesia e o proletariado.

“Considerando que o proletariado possui uma força autônoma e forja na pratica da luta de classes suas próprias organizações e sua própria ideologia, a escola tem por missão impedir o desenvolvimento da ideologia do proletariado e a luta revolucionaria. Para isso ela é organizada pela burguesia como um aparelho separado da produção. [...] ela qualifica o trabalho intelectual e desqualifica o trabalho manual, sujeitando o proletariado à ideologia burguesa sob um disfarce pequeno-burgues. [...] A escola é longe de ser um instrumento equalização social, é duplamente um fator de marginalização: converte os trabalhadores em marginais, não apenas por referencia à cultura burguesa, mas também em reação ao próprio movimento proletario, buscando arrancar do seio desse movimento (colocar a margem dele) todos aqueles que ingressarem no sistema de ensino.” (Saviani, 2007 p. 27-28)

Primária profissional – (PP) – Para os que constituem as classes dominadas.

Conteúdo: Dominado pelas noções adquiridas no ensino primário, sempre revistas e repetidas; ligada ao concreto.

Conteúdos culturais: Recebem a mesma cultura mas de forma degradada, empobrecida, vulgarizada – o que dá à ideologia SS o caráter dominante. Se submetam à ideologia dominante.

Secundária Superior (SS) – Reservadas para os filhos da classe dominante.

Conteúdo: São uma preparação para o ensino superior; preserva a abstração.

Conteúdos Culturais: Se consome a cultura própria da classe dominante; prepara os futuros agentes intérpretes dessa ideologia.

“O crescimento das possibilidades de escolarização de todas as classes sociais não mudou a distribuição de probabilidade para alcançar os níveis mais elevados de ensino, de acordo com as diferentes classes sociais.” (Gadotti, 2006 p. 189)

“A linguagem desempenha um papel importante na divisão e na discriminação. São os alunos das classes populares que têm maiores problemas na leitura e escrita, logo na primeira série. A escola reforça apenas a linguagem burguesa, a “norma culta”, desconsiderando as práticas lingüísticas das crianças e pobres.” (Gadotti, 2006 p. 190)

Eles não encaram a escola com o palco da luta de classes (Diferente de Althusser), assim a escola seria apenas um instrumento da burguesia na luta ideológica. A escola não é vista de forma que ela constitua num instrumento de luta do proletariado, uma vez que a ideologia proletária adquire sua forma acabada no seio das massas e organizações operárias, não se cogita em utilizar a escola como meio de difundir a referida ideologia.

Boudelot e Establet, defendem a idéia da existência de duas rede escolares:

Definição de Snyders – “Baudelot-Establet ou a luta da classe inútil”

Fichamento do Livro – Escola e Democracia de Dermeval Saviani – Teorias não Criticas

Livro - Escola e Democracia

2.1 – A pedagogia tradicional

Objetivo – Transformar os súditos em cidadão. Marginalidade = Ignorância

Papel da Escola – “antídoto à ignorância”, logo, um instrumento para equacionar o problema da marginalidade. Seu papel era difundir a instrução, transmitir o conhecimento acumulados pela humanidade e sistematização logicamente.

Professor – Papel central que transmite o conhecimento

Aluno – Aquele que cabe assimilar os conhecimentos que lhe são transmitidos.

Crise – Nem todos nela ingressam e mesmo os que ingressam nem sempre era bem sucedidos, ainda teve de curar-se ante o fato de que nem todos se ajustavam ao tipo de sociedade que se queria consolidar.

2.2 – Pedagogia nova

Objetivo – Crítica a escola tradicional; A marginalização já não propriamente, o ignorante, mas o rejeitado.

Papel da Escola – Que a anormalidade é um fenômeno normal. A educação como fator de equalização social, será um instrumento de correção da marginalidade na medida em que cumprir a função de ajustar e adaptar os indivíduos à sociedade, incutindo neles o sentimento de aceitação dos demais pelos demais.

“Lema” – “Aprender a Aprender”

Professor – O professor agiria como um estimulador e orientador da aprendizagem cuja iniciativa principal caberia aos próprios alunos.

Aluno – “Revolução Copérnica” Seria o centro do conhecimento.

Aprendizagem – Seria uma decorrência espontânea do ambiente estimulante e da relação viva que se estabeleceria entre os alunos e entre esses e o professor.

Espaços – Cada professor teria de trabalhar com pequenos grupos de alunos, sem que a relação interpessoal, essência da atividade educativa, ficaria dificultada; em um ambiente estimulante, portanto, dotado de materiais didáticos ricos, Biblioteca de classe etc.

Crise – Com os altos custos, os escolasnovistas não passaram de escolas experimentais. Seu conceito foi mais negativo do que positivo, provocando afrouxamento da disciplinas e a despreocupação com a transmissão do conhecimento.

2.3 – Escola Tecnicista

Inicio: A escola nova se tornava dominante como concepção teórica – portadora de todas as virtudes e nenhum vício, já a tradicional portadora de todos os vícios e nenhuma virtude. Assim tentou-se desenvolver uma espécie de “escola nova popular” cujo exemplos mais significativos são as pedagogias de Freinet e de Paulo Freire[1].

Professor e Aluno – posição secundária, dando ênfase a organização racional dos meios, onde o professor e o aluno se transformaram em meros executadores de um processo cuja concepção, planejamento, coordenação e controle ficavam a cargo de especialistas supostamente abilitados, neutros, objetivos e imparciais.

“Enquanto a pedagogia nova os meios são dispostos em função da relação professor aluno, estando pois a serviço dessa relação, na pedagogia tecnicistas a situação inverte-se.” (Saviani, 2007 p. 13)

O Marginalizado – Na escola tecnicista o marginalizado será o incompetente, o ineficiente o improdutivo.

A escola – A educação estará contribuindo para separar o problema da marginalidade na medida em que formar indivíduos eficientes, isto é, aptos a dar sua parcela de contribuição para o aumento da produtividade da sociedade.

A escola tecnicista entende que para o bom funcionamento do sistema se faz necessário a formação de quadros técnicos.

Inspiração – Behaviorista, positivista

Lemas das escolas

Escola Tradicional – Aprender

Escola Nova – Aprender a Aprender

Escola tecnicista – Aprender a Fazer

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