31ª edição dos Encontros Nietzsche

Quando: 29 e 30 de novembro
Local: Sala 08 do Conjunto Didático de Filosofia e Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia da
Universidade de São Paulo
Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária, São Paulo

Programação completa

XXXI ENCONTROS NIETZSCHE

Nietzsche e a modernidade
Departamento de Filosofia – Universidade de São Paulo
ORGANIZAÇÃO: GEN – Grupo de Estudos Nietzsche

TERÇA-FEIRA 29 de NOVEMBRO

09h00: Abertura

Comunicações:

Marioni Fischer de Mello (UNIOESTE): O corpo nas críticas nietzschianas contra Platão

Diana Decock (USP): A filosofia como obra de arte em Nietzsche

Fernando de Sá Moreira (UNIOESTE): Doença e sofrimento na figura do asceta em Nietzsche

Braian Matilde (USP): A transvaloração da modernidade

Márcia Rezende (USP): Considerações acerca do conceito de efetividade na obra de Friedrich
Nietzsche

Moderadores:  Prof. Dr. Clademir Araldi (GEN/UFPEL) e Prof. Dr. Ivo da Silva Júnior
(GEN/UNIFESP)

14h00-16h00:

André Itaparica (GEN/UFRB)
“Nós, modernos”: A caracterização da modernidade em Para-além de
bem e mal

Emmanuel Salanskis (USP/FAPESP)
Le sens historique dans Par-delà bien et mal: vertu ou vice de l’âme moderne?

Wilson Frezzatti Júnior (GEN/UNIOESTE)
Nietzsche: as ideias modernas e o lamarckismo social.

16h30-18h30:

Vânia Azeredo (GEN/PUCCAMP)
Nietzsche e a modernidade: a extemporaneidade do discurso filosófico

Márcio Silveira (GEN/UFBA)
Modernidade e história: o problema da memória na subjetividade do homem moderno

Clademir Araldi (GEN/UFPEL)
Nietzsche: a modernidade e os extremos do niilismo

19h30-21h00

André Martins (UFRJ)
Perspectivismo e genealogia como semiótica dos afetos: uma análise de Para além de bem e
mal

Antonio Edmilson Paschoal (PUC-Paraná)
Décadence e Rangordnung: dos desdobramentos próprios da modernidade à tarefa dos novos
filósofos

21h00-22h30

Conferência

Patrick Wotling (Université de Reims)
La modernité comme contradiction physiologique et ses conséquences pour le philosophe.
Scarlett Marton (GEN/USP): debatedora

QUARTA-FEIRA 30 de NOVEMBRO

9h00 – Abertura

Comunicações:

Sdnei Almeida Pestano (UFPEL): Animal de rapina versus animal de rebanho: a imagem da
Renascença como crítica da modernidade

Alexander Gonçalves (USP): Para além da modernidade: o tempo e o “sem-tempo” no discurso
de Nietzsche

Célia Machado Benvenho (UNIOESTE): Críticas ao tipo filisteu: Bildung e elevação da cultura

Eder Corbanezi (USP): Perspectivismo e relativismo em Nietzsche

Rafael Dias Ferreira (UFPEL): A pluralidade dinâmica das(s) vontade(s) de potência como
condição da Grande Política

Moderadores: Prof. Dr. Wilson Frezzatti Jr (GEN/UNIOESTE) e Prof. Dr. Emmanuel Salanskis
(USP/FAPESP)

14h00-15h30

Céline Denat (Université de Reims)
La modernité selon Nietzsche: un mouvement de « Contre-Renaissance »

Ivo da Silva Júnior (GEN/UNIFESP)
Frente e verso da concepção de modernidade em Nietzsche

André Itaparica (GEN/UFRB): moderador

15h30-16h00: avaliação das discussões

18h30: Lançamentos

Livraria Martins Fontes
Av. Paulista, 509, São Paulo.

  • - Filosofia e Cultura – Festschrift em homenagem a Scarlett Marton – Ivo da Silva Júnior (org.)
  • - Nietzsche e o problema da civilização (coleção Sendas e Veredas) – Patrick Wotling
  • - Nietzsche: Sua filosofia dos antagonismos e os antagonismos de sua filosofia – Wolfgang Müller-Lauter
  • - Nietzsche contra Darwin 2ª edição (coleção Sendas e Veredas) – Wilson Frezzatti Júnior
  • - Cadernos Nietzsche 29

 

Filosofia moderna – 4. A idéia moderna da Razão

Por Marilena Chaui

4. A idéia moderna da Razão

Em seu livro História da Filosofia, Hegel declara que a filosofia moderna é o nascimento da Filosofia propriamente dita porque nela, pela primeira vez, os filósofos afirmam:

1) que a filosofia é independente e não se submete a nenhuma autoridade que não seja a própria razão como faculdade plena de conhecimento. Isto é, os modernos são os primeiros a demonstrar que o conhecimento verdadeiro só pode nascer do trabalho interior realizado pela razão, graças a seu próprio esforço, sem aceitar dogmas religiosos, preconceitos sociais, censuras políticas e os dados imediatos fornecidos pelos sentidos. Só a razão conhece e somente ela pode julgar-se a si mesma; Continue lendo

Filosofia moderna – 1. Problemas de cronologia: Quando começa a “filosofia moderna”?

Por Marilena Chaui

1. Problemas de cronologia: Quando começa a “filosofia moderna”?

Freqüentemente, os historiadores da filosofia designam como filosofia moderna aquele saber que se desenvolve na Europa durante o século XVII tendo como referências principais o cartesianismo — isto é, a filosofia de René Descartes —, a ciência da Natureza galilaica — isto é, a mecânica de Galileu Galilei —, a nova idéia do conhecimento como síntese entre observação, experimentação e razão teórica baconiana — isto é, a filosofia de Francis Bacon — e as elaborações acerca da origem e das formas da soberania política a partir das idéias de direito natural e direito civil hobbesianas — isto é, do filósofo Thomas Hobbes.

No entanto, a cronologia pode ser um critério ilusório, pois o filósofo Bacon publica seus Ensaios em 1597, enquanto o filósofo Leibniz, um dos expoentes da filosofia moderna, publica a Monadologia e os Princípios da Natureza e da Graça em 1714, de sorte que obras essenciais da modernidade surgem antes e depois do século XVII. Muitos historiadores preferem localizar a filosofia moderna no período designado como Século de Ferro, situado entre 1550 e 1660, tomando como referência as grandes transformações sociais, políticas e econômicas trazidas pela implantação do capitalismo, enquanto outros consideram decisivo o período entre 1618 e 1648, isto é, a Guerra dos Trinta Anos, que delineia a paisagem política e cultural da Europa moderna. Continue lendo